16 de julho de 2013

Perdeu “Chiquititas”? Veja como foi o 1º capítulo!

Preparamos esse post especial para contar qual foi a sensação de retornar ao orfanato Raio de Luz após tantos anos.

Por: Coisas de Novela

Reprodução / Youtube

Ontem foi a estreia de “Chiquititas” no SBT e minha criança interior estava pulando de pogobol no meu estômago de ansiedade para assistir ao primeiro capítulo. Eu era uma daquelas crianças que assistiram à primeira versão e ficaram encantadas com a glamourização do abandono infantil, então não pude perder essa novela por nada. Porém, caso você tenha perdido a exibição, preparamos esse post especial para contar qual foi a sensação de retornar ao orfanato Raio de Luz após tantos anos.

O que mais chamou a atenção em “Chiquititas” foi a cor e a produção da novela. Enquanto o chef Chico (João Acaiabe) dirigia uma van com as órfãs cantando uma música inédita dessa versão, vemos como essa novela é colorida (deve ter roubado toda a paleta de cores que falta em “Amor à Vida”).

“Chiquititas” está muito bem produzida, e as crianças são bem mais naturais que os grandes astros de “Carrossel” (me perdoem, mas eu acho a atuação do Cirilo bem mediana). Quanto aos adultos, algumas diferenças puderam ser notadas. A vilã Ernestina (Carla Fioroni) agora tem traços mais cômicos e exagerados, ao contrário da personagem séria interpretada por Magali Biff em 1997.

Antes de dormir, Mili (Giovana Grigio, uma das melhores atrizes do núcleo infantil) decide contar uma história como se fosse uma irmã mais velha daquelas meninas. Lembrei-me na hora de quando a Mili da Fernanda Souza contava aquelas histórias de príncipes e princesas, todas encenadas com aquele elenco em trajes cafonas e de baixo custo. Nessa nova versão, no entanto, fomos surpreendidos novamente com um conto de fadas em computação gráfica, com uma qualidade altíssima.

O núcleo do Café Boutique (uma mistura de todas as cafeterias e confeitarias visitadas pelos hipsters dos centros urbanos) reúne o elenco adulto e adolescente da trama, e já se mostra bastante promissor. A “mãezona” das crianças, a futura diretora Carolina (Manuela do Monte) apareceu pouco nesse capítulo, e só o bastante para periguetar Júnior (Guilherme Boury), o herdeiro do império do dono do café. Pelo menos ela já deu uma pista do futuro quando disse adorar crianças. Do lado de fora, no entanto, nos solidarizamos com um grupo de crianças de rua formado por Pata (Júlia Olliver), Mosca (Gabriel Santana) e mais dois garotos.

No geral, essa versão está em um patamar acima da original de 1997 (e olha que tenho memória afetiva daquela antiga). Você percebe um cuidado muito grande para produzir um produto de qualidade para todo o público, não tem aquele “improviso” que parece ter temperado o sucesso de “Carrossel”. Tudo foi muito bem estudado e planejado para funcionar, graças ao aprendizado da novela anterior.

Para encerrar com chave de ouro o capítulo, houve a exibição da abertura. Sem querer parecer mais eufórico, mas é uma das aberturas de novela mais lindas dos últimos tempos. Ela conseguiu captar muito bem o lúdico infantil, aliada a um uso muito competente da computação gráfica. Confira:

Quero ver quem vai ousar lembrar com nostalgia daquela aberturazinha zoada de 1997:

Por favor, heim?